Psicóloga Jóice Bruxel - Feed

O oposto do amor não é o ódio ? é o discurso
Texto original da Psicóloga Jóice Bruxel: O oposto do amor não é o ódio ? é o discursoEu sempre defendi piamente que o oposto do amor não é o ódio, e sim a indiferença. E eu ainda concordo totalmente com essa teoria, mas há alguns dias atrás, quando eu li o relato de uma pessoa sobre o seu relacionamento abusivo, eu pude entender que nem sempre se trata somente de indiferença explícita ? às vezes também se trata de discurso. Por que o oposto do amor não é o ódio? O ódio não é o oposto do amor, porque enquanto você odeia algo, você mantém uma ligação com o objeto (neste caso, com uma pessoa, porque eu estou falando de seres humanos). Quando você odeia uma pessoa, você está conectado a ela. Você deposita energia nela. Você pensa nela. E provavelmente isso lhe cause desconforto, mal estar, dano. Tem uma frase do Herman Hesse, que diz o seguinte: ?Se você odeia alguém, é porque odeia alguma coisa nele que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos perturba?. Pensamentos relacionados ao ódio são pensamentos ruins, frequentemente devastadores.  Se você nutre esse tipo de sentimento, no final das contas, você acaba dando poder para alguém que presumivelmente, nem deveria fazer parte da sua vida, dos seus pensamentos e do seu coração. Sendo assim, a partir do momento em que você não se importa mais, você deixa de odiar. Você deixa de investir a sua energia, porque quando alguém é realmente insignificante em sua vida, você não sente nada. Você é indiferente. E neste cenário, o ódio dá o espaço para o vazio. Se você me perguntar como deixar de odiar, eu infelizmente não tenho uma fórmula mágica ou 5 passos mirabolantes para acabar com o ódio em sua vida, mas eu posso assegurar que tem a ver com você, e não com a outra pessoa. Porque seja lá o que for que a outra pessoa tenha feito ou de que forma ela tenha te ferido ou te magoado, ela não merece ter poder em sua vida. Ela não é uma extensão de você e você deve cortar o fio que liga você a ela. E se ódio for o fio de ligação entre vocês, ele deve ser cortado.  Imediatamente. Como? Acredito que o perdão seja a maneira mais adequada. Porque perdoar não tem a ver com o outro, na verdade, tem a ver com você. Perdoar não é esquecer, o nome disso é amnésia. Perdoar é se livrar de pesos que não são seus e seguir adiante. Sem laço. Sem fio. Sem ódio. Sem nada, além do vazio. Atitudes são para os que amam - Para os que não amam, resta o discurso. Por que, então, em alguns casos, o discurso é o contrário do amor (e não a indiferença)? Porque simplesmente uma pessoa pode ser indiferente a você (seus sentimentos, sua presença, sua vida), mas fingir estar muito interessada, preocupada, apaixonada. E mesmo que as ações também possam ser fingidas, elas geralmente são mais difíceis de sustentar do que o discurso. Costumeiramente ações fingidas alternam com ações reais. Ou seja, a pessoa age de uma forma em um dia, mas de outra forma no outro. É aquela tal famosa "pessoa de lua". Às vezes é carinhosa, em outras é agressiva. Às vezes trata bem, em outras humilha e machuca.  Mas o discurso é sempre o mesmo: "o amor" ("eu te amo", "eu faço isso pro seu bem", "ninguém nunca vai lhe amar como eu", "eu me importo com você", blá, blá, blá). Porque a pessoa não diz que odeia, não dá um basta na relação. Independente das ações, ela diz que ama. E justifica as ações com um turbilhão de desculpas, sempre. Uma pessoa pode dizer que ama você, fazer declarações lindas e juras de amor eterno, mas se as ações dela não forem congruentes e condizentes (sempre!) com todo o discurso, muito provavelmente, ela ame somente a si mesma. Nem sempre a indiferença é observável, porque ela pode ser forjada, mascarada, manipulada. Por um tempo, óbvio. Mas às vezes, tempo necessário para causar muito dano. Aliás, essa é uma realidade muito dura de enfrentar, mas é preciso: muitas pessoas fingem, mentem, trapaceiam e manipulam. Você precisa estar atento. É fácil falar bonito, muitos psicopatas, inclusive, tem um poder incrível de persuasão. E o pior de tudo: eles também têm um poder enorme de sedução! Ou você acha que alguém que quer fazer mal pra você, se beneficiar às suas custas ou se aproveitar da sua energia vital e "boa vontade" vai se apresentar como uma pessoa desinteressante, rude ou sem graça? Na na ni na não... Amor implica ação - quando não existe ação ou quando a ação é o oposto do discurso, simplesmente não existe amor. Muitas pessoas utilizam o discurso justamente para ?tapar o buraco?. Não conseguem sustentar uma (ou várias) mentira (s) com as ações e por não conseguirem mantê-las congruentes, acabam apelando para o discurso barato, manipulador e narcisista. Quem ama, age. Quem não ama, fala, fala, fala. Grita aos quatro cantos.  Encena. Chega a ser teatral. Preste atenção nas ações ? esqueça os discursos! A verdade é mais simples do que este texto. Mas também pode ser dolorosa. Veja bem, se uma pessoa diz que te ama, mas não age de acordo, te faz sofrer, te humilha, machuca, menospreza, negligencia, não cuida de você, é simples: essa pessoa não te ama.  - "Ah Jóice, mas a pessoa não é mau, ela me trata bem e é carinhosa comigo às vezes. Ela nunca "levantou a mão pra mim". Quem te ama, te trata bem sempre. Mesmo em um momento de briga ou discussão, se ela te ama, ela cuida de você. Ela tem cuidado, apreço e esmero. Pare de inventar desculpas para as atitudes imbecis e para a falta de amor dos outros! A violência psicológica, por vezes, pode ser mais devastadora do que a violência física. Não permita!  Não há como justificar o injustificável. Talvez essa pessoa até goste das coisas que você proporciona a ela, ou da forma como você a trata, mas ela não gosta de você, ela gosta de si mesma. Porque tudo tem a ver com ela. E não com você. E há quem invente milhares de desculpas e mecanismos de defesa para não ter que encarar a realidade. Porque eu sei, é doloroso. Mas acredite em mim: é libertador! Prestar atenção no que as pessoas fazem (e não só no que elas falam), é extremamente importante para  que você consiga discerni-las e conhecê-las de verdade. E às vezes, para conhecer de verdade uma pessoa, você precisa se distanciar dela. Quebrar o ciclo para tirar a venda (dos olhos). Relato fictício de um discurso não real Darei um exemplo fictício, mas muito semelhante a inúmeros casos dos quais já acompanhei, para que você consiga visualizar um discurso que não coincide com as atitudes, ou seja, um discurso contrário ao amor. Henrique, aos olhos de muitos, é um rapaz calmo, brincalhão e apaixonado. Sempre disposto a ajudar todo mundo, vive postando fotos da família nas redes sociais com legendas e declarações amorosas, para a sua esposa, Juliana. Juliana também conhece essa versão de Henrique, mas geralmente quando há uma terceira pessoa em cena. Quando estão somente os dois, os comportamentos de Henrique frequentemente são contrários. Muitas vezes ele se torna uma pessoa fria, agressiva e hostil. Henrique chega em casa, quase sempre cansado e resmungando. Ele reclama de tudo. Nada do que Juliana faz,fala, pensa ou é, é suficiente ou agradável para ele. Henrique diz que se preocupa com a esposa e quer que ela melhore e evolua, por isso ?é sincero e fala a verdade?. Ele não entende que sinceridade e grosseria não são sinônimos.  Ele vive ?minando? a sua autoestima e falando coisas que a destroem e corroem o seu peito, que fazem Juliana odiar a si mesma, seu corpo e também, suas escolhas. Mas ele diz que não é para ofender, e sim para que ela faça algo a respeito e melhore para ele. ?Porque ele só quer o bem dela.? Henrique briga por motivos superficiais e se altera por tudo. Ele grita, xinga, humilha, chama Juliana de várias coisas feias, e muitas vezes a machuca fisicamente. E no final das contas, se faz de vítima e coloca a culpa em Juliana. Porque para ele, a culpa de ele ter se alterado é sempre dela. Ela não toma uma atitude porque ela acha que é ?normal?. Um empurrãozinho daqui, um tapinha dali... Porque afinal de contas, ela nunca levou uma surra e não tem noção das várias formas de violência que enfrenta. Juliana, uma mulher que ama demais, muitas vezes se sente perdida e confusa. Acredita que precisa aguentar tudo "por amor" e chega a cogitar a hipótese de ela realmente estar louca ou de ser a culpada de tudo. Ela está cansada de falar, e muitas vezes, acaba ficando quieta para não piorar ainda mais as coisas.  Quando fala, Henrique não valida, debocha ou fala que ela está louca. Mas ele diz que a ama. Que tudo é sempre para o bem dela. Quando Juliana finalmente cria coragem e decide brigar, ou até mesmo dar um basta na relação, Henrique se mostra arrependido, pede perdão, faz juras e promessas de que isso nunca mais irá acontecer. Ele faz declarações de amor eterno e se torna um príncipe. O último romântico. A leva para jantar ou para fazer um programa a dois e pede que deixem as coisas do passado, no passado. Porque a partir daquele momento, as coisas irão mudar. Cada briga é quase uma promessa de Réveillon eterno: renovam-se as esperanças de uma "vida  nova". Juliana perdoa e sempre acha que fez a coisa certa. Até a próxima crise. Até o próximo xingamento. Até o próximo "ataque". É cíclico. Depois do momento do ?príncipe encantado?, os comportamentos destrutivos sempre retornam. Henrique não ama Juliana. Não cuida dela. Não a valoriza. Não importa o que ele fale. Não interessam quais sejam as suas ?desculpas? ou se o repertório de desculpas é infinito. O discurso não sustenta as suas ações (de não amor). Conclusão 1) Se você se viu nesse relato, que não é real (mas é comum), eu sugiro que você reflita sobre isso. E se possível, procure ajuda.  Eu sei que não é fácil, mas é possível sair disso. Me envie uma mensagem, eu posso te ajudar! Você não precisa enfrentar isso sozinho(a)! 2) Você merece ser amado de verdade! Você é digno de receber amor! Não se contente com migalhas...          Saiba mais sobre terapia de casal curitiba

9 mitos sobre psicólogo e psicoterapia
Artigo produzido por Psicóloga Jóice Bruxel: 9 mitos sobre psicólogo e psicoterapiaVocê sabe  qual é o papel do psicólogo e qual a finalidade da psicoterapia? Ainda existem muitas crenças equivocadas sobre a psicologia,  e muitas pessoas ainda têm preconceito em relação aos cuidados do psicólogo e sobre as suas práticas, sendo uma delas, a psicoterapia. Neste texto eu falo sobre 9 mitos sobre psicólogo e psicoterapia, que assim como eu, grande parte dos psicólogos, psicoterapeutas e estudantes de psicologia já ouviram e provavelmente ainda ouvem com uma certa frequência. São eles: 1º mito: Quem vai ao psicólogo é louco Esse é um dos mitos mais frequentes. Em seu contexto clínico, a psicologia surgiu por demandas específicas voltas para questões de desajustes sociais e mentais, porém se modificou ao longo dos anos, e deixou de agir somente na cura, passando a agir também, na prevenção e manutenção. A psicoterapia não trata somente de patologias, ela também auxilia no autoconhecimento, autorrealização, na ressignificação de crenças limitantes, em questões emocionais, cognitivas e comportamentais, que precisam ser ajudadas e resolvidas. Muitas pessoas procuram a psicoterapia para aprender a lidar melhor com  questões pessoais (dificuldades, conflitos, mudanças),  assim como também  para um melhor desenvolvimento de si e como um auxílio para o enfrentamento e preparação de novas fases e ciclos. O psicólogo deve ser visto como um profissional de saúde mental, e não de doença mental. Mesmo que existam desajustes mentais e sociais, também é necessário repensar sobre a ideia de loucura. Porque afinal de contas, quem define o que é normal? Gosto muito de uma frase de um filósofo e escritor indiano chamado Jiddu Krishnamurti que diz o seguinte: " Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente" 2º mito: Quem vai ao psicólogo é fraco Não existem pessoas ?fracas? ou ?fortes?, a única força capaz de ser medida é a força física. Fora ela, o que existe são diferentes maneiras de lidar com situações específicas. Procurar um psicólogo, muitas vezes, é reconhecer a existência de um problema e a necessidade de ajuda para superá-lo. Não tem a ver com fraqueza, e sim com o compromisso com seu próprio bem-estar. Não há como mensurar a dor alheia. Seja qual for o seu sofrimento ou o seu problema, ele é válido e precisa de cuidados! 3º mito: Psicólogos são videntes Psicólogos não leem mentes e não possuem uma bola de cristal. Não adivinham pensamentos e sentimentos, portanto, não tem soluções ou respostas para os seus problemas ou demandas. Não espere fórmulas mágicas ou receitas com passos imediatos para ser feliz e se livrar dos problemas. O processo terapêutico é uma construção, um trabalho conjunto, entre terapeuta e paciente. O psicólogo é um facilitador do seu caminho, mas cabe a você encontrar as suas próprias respostas. 4º mito: Psicólogos não têm problemas e ?tiram de letra? as dificuldades Se fosse assim, não existiriam nutricionistas acima do peso e os médicos não ficariam doentes. Os psicólogos também precisam conhecer a si mesmos, aprender a enfrentar os seus ?monstros? e é muito importante que estes também façam terapia. Nós, psicólogos, antes de sermos psicólogos, somos seres humanos. Não somos semi-deuses. Vivemos no mesmo mundo e passamos pelas mesmas dificuldades que qualquer pessoa. E isso nos aproxima. Somos semelhantes. Pelo menos algumas de suas dores e batalhas, se assemelham às minhas. 5º mito: Psicólogos analisam as pessoas o tempo todo Grande parte (se não, a maioria) dos psicólogos e estudantes de psicologia já ouviram, em seu cotidiano e vida pessoal, frases do tipo: ?Você está me analisando??; ?Você já deve ter feito um diagnóstico meu, durante a nossa conversa?; ?Sobre isso que eu lhe falei, você acha que eu tenho algum problema??; "Você sabe se eu estou mentindo ou falando a verdade através dos meus gestos?"; "O meu marido isso, o meu filho aquilo... O que você pensa a respeito?". Eu por exemplo, já ouvi todas as frases que eu citei acima e mais algumas. A que eu ouço com mais frequência, até hoje, com certeza é a ?você está me analisando??. Mas a verdade é que não. Nós não analisamos as pessoas, o tempo todo. Nós não diagnosticamos pessoas e não ouvimos nas entrelinhas, enquanto estamos na nossa vida particular. Em nossos momentos de lazer, no nosso tempo livre. A nossa escuta, enquanto psicólogos, é uma escuta clínica, diferente da escuta, na vida pessoal. É claro que mesmo em nossa vida particular trazemos o nosso conhecimento e as nossas experiências, mas não aplicamos técnicas no dia a dia, com nossos amigos e familiares e nem tampouco, os analisamos. 6º mito: Se o psicólogo não passou pela mesma situação que eu, ele não está apto para me compreender - ?Se o psicólogo não for casado, ele não vai saber nada sobre casamento/relacionamento?; - ?Se o psicólogo for muito novo, ele não tem muita experiência e não pode me ajudar. Aliás, eu já vivi muito mais do que ele?; - ?Se o psicólogo não tem filhos, ele não sabe nada sobre crianças.?; - ?Se o psicólogo não teve depressão, ele não sabe como é na prática. Só quem já passou sabe como é?. Esse tipo de visão é muito frequente e equivocada, pois a formação do psicólogo possibilita, através de anos de estudo sobre o ser humano, a compreender diversas realidades e situações, em diferentes fases da vida, e com diferentes perspectivas. Além da teoria, o psicólogo também aprende na prática. São dezenas de disciplinas, estágios, atendimentos e supervisões que ele traz na bagagem e possibilitam o seu entendimento através de vivências, assim como o torna apto para lidar com situações diversas. Um médico não precisa ter câncer para saber lidar e tratar do câncer, certo? O psicólogo da mesma forma. 7º mito: Psicoterapia é a mesma coisa que autoajuda A psicologia, enquanto ciência, parte do pressuposto de que cada indivíduo é único e subjetivo, ou seja, traz consigo formas de ser e estar no mundo. Ela leva em conta a questão psicossocial e entende que nem tudo é para todos. Cada caso é um caso. A autoajuda, por sua vez, geralmente discute assuntos demasiadamente abrangentes, não leva em conta a diferença cultural e nem o contexto social. Sugere caminhos e não leva em conta as particularidades de cada um. Na psicoterapia os sentidos são construídos, reconstruídos e reforçados e o paciente é quem traça o seu caminho, ele é autônomo enquanto sujeito e senhor das suas escolhas. 8º mito: Psicólogos são sempre calmos, tranquilos e equilibrados Não, não somos. Nós, psicólogos, estamos sujeitos as mesmas variáveis que qualquer outra pessoa. Nós temos os mesmos sentimentos e emoções, e por mais que o que se espera é que saibamos lidar com as emoções e adversidades da vida de uma forma mais equilibrada, nós não sabemos lidar com tudo e também não somos seres angelicais e perfeitos, que conseguem manter a calma e a tranquilidade o tempo todo. Lembro de um episódio, em que eu estava no final da faculdade, exausta, dormindo 3 horas por noite, estudando, trabalhando e estagiando, e em  um dia certo dia, eu fiquei muito brava e indignada com uma situação e uma pessoa próxima me falou: "nossa, mas tu já és quase uma psicóloga, não deveria ficar assim, tens que dar o exemplo." É claro que eu exagerei, porque como eu falei, eu estava cansada, exausta e juntou um monte de variáveis. Talvez se eu estivesse descansada, em um ritmo menos acelerado, eu não tivesse ficado tão brava daquela maneira, mas o fato e que aquela frase me deixou mais indignada ainda. Nós não temos controle sobre as variáveis, também estamos expostos. E sim, em alguns momentos também brigamos, nos indignamos, ficamos irritados e bravos. Psicólogos não são monges e nem seres de luz. E isso não nos torna menos capacitados. 9º mito: Estou tomando remédio prescrito pelo psiquiatra, não preciso ir ao psicólogo fazer psicoterapia  Muitos pacientes começam a se tratar com psiquiatras antes da buscarem psicoterapia. Obviamente, se o medicamento prescrito for o adequado e o seu corpo reagir bem, após em média 15 dias, você deverá sentir uma melhora dos sintomas. O problema não é o medicamento em si, o problema é achar que por ter uma melhora dos sintomas, os seus problemas estão resolvidos. Os medicamentos agem nos sintomas, e não na causa. Os sintomas são a ?pontinha do Iceberg?, ou seja, o que se vê e sente. Mas existe algo anterior a isso. Ou seja, a causa. Se a causa dos sintomas não for investigada e trabalhada, existe grande possibilidade de eles retornarem, assim que o medicamento for retirado. Por exemplo, se uma pessoa está resfriada, ela pode fazer uso de medicamentos e os sintomas podem desaparecer certo?  Porém, algo causou aquele resfriado. Ela não ficou resfriada "do nada". Se o que causou aquele resfriado foi ela ter tomado chuva e ter ficado molhada por algumas horas, em um dia frio, e ela continuar tomando banhos de chuva em dias frios e permanecer molhada por horas, as chances de ela se resfriar novamente é grande. Nada surge do nada. A causa antecede os sintomas. Por isso, se você está tomando medicamento e quer agir na causa, na raiz do problema, você deve sim procurar um psicólogo e fazer psicoterapia. CONCLUSÃO Quais dos mitos sobre psicólogo e psicoterapia você  já conhecia? Quais você replicava? E você, estudante de psicologia ou psicólogo, quais destes você já ouviu? Com quais você se identificou? Você tem mais mitos sobre psicólogo e psicoterapia para compartilhar? Eu quero saber! Me conta nos comentários! Saiba mais sobre psicólogo curitiba

Ampliando o olhar sobre o Suicídio ? 4 mitos frequentes
Originalmente publicado pela Psicóloga Jóice Bruxel: Ampliando o olhar sobre o Suicídio ? 4 mitos frequentesO suicídio é uma importante questão de saúde pública no mundo.  Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde estima-se que a cada 40 segundos alguém se suicide no mundo, e a cada 45 minutos, no Brasil.  E segundo as estatísticas, esses números só aumentam. Um tema muito polêmico, e ainda um tabu em muitos aspectos.  O suicídio é um assunto perturbador, tanto para as pessoas em geral, quanto para os profissionais que atuam na prevenção e no acompanhamento de pacientes com ideação e/ou tentativas de suicídio. Mas por que (e a quem) o suicídio perturba? O suicídio perturba porque temos dificuldade em compreender o que se passa na cabeça e quais os motivos para uma pessoa tirar a própria vida. Perturba porque existem muitas coisas que antecedem o suicídio. Como a depressão, por exemplo. O desespero. A solidão. A luta e a guerra interna. Os sinais, que deixamos passar, que não vimos ou não validamos. Perturba porque na verdade, não é o suicídio que mata. Ele é só a consumação da morte, que já iniciou, muitas vezes, em vida. Perturba porque para as famílias de pessoas suicidas, quando há a morte, de fato, lidam com uma incógnita eterna. Com um vazio e com respostas que jamais serão preenchidas. Lidam com a falta do ente querido e de respostas. E é muito difícil lidar com o vazio e com as lacunas que ficam. Falo isso por experiência própria. Tenho casos de suicídio na família e enfrentei isso na própria pele (ou em minha própria mente). Nunca saberei ao certo os motivos e nem saberei por quais batalhas os meus familiares estavam passando. Eu não estava por perto, eu estava em outro estado na verdade, e eu não mantinha contato tão frequente com nenhuma das duas pessoas. E quando fazia, normalmente era por telefone. Já parei de tentar entender ou de procurar respostas, mas os questionamentos são inevitáveis para a família. Você sempre vai ter a sensação de que poderia ter feito alguma coisa, de que era a sua obrigação ter percebido, por mais distante que você estivesse. De que deveria ter prestado mais atenção e duvidado quando as pessoas diziam que ?estava tudo bem?. Eu não me culpo, de forma alguma, e racionalmente eu sei que por estar longe, não tinha como eu perceber muita coisa, de fato, mas como eu disse, é difícil lidar com o nada. E é por isso que o suicídio tem sido uma das minhas causas particulares. Porque eu não quero que aconteça com mais ninguém. E o que eu puder fazer para evitar e ajudar, eu farei. E é por isso que eu afirmo: Precisamos falar sobre suicídio. E precisamos falar agora. Não dá pra deixar pra depois. Ou outra hora. Depois pode ser tarde demais.   O que leva uma pessoa a se suicidar? O suicídio, muitas vezes, não representa o fim da vida, e sim, o fim da dor, de um sofrimento que foi além do que a pessoa consegue suportar. Que excedeu todos os limites e todas as forças. Que ultrapassou a vontade de viver, de existir, e se misturou ou se confundiu com a vontade de morrer. A tentativa de suicídio é um pedido de socorro! Existem diversas causas para o suicídio, sendo algumas delas: depressão, solidão, doenças, transtornos mentais (distúrbios de ansiedade, bipolaridade, esquizofrenia, etc), dificuldades financeiras, abuso de drogas, luto ou perdas afetivas, etc. Os números mundiais mostram que mais de 90% dos suicídios está associado a algum transtorno mental, sendo a depressão, a maior causa. É importante entender no que se refere ao suicídio, que existe uma ambivalência no ato, ou seja, ao mesmo tempo em que a pessoa vai atrás da morte (o que para ela, pode significar a finalização de algum problema, ou até então de uma existência, que já não lhe faz mais sentido), ela deseja algum tipo de intervenção externa. Algo que solucione o seu problema e lhe dê algum tipo de direcionamento, ou represente algum sentido. E é aí que entra o primeiro mito: 1º mito: Quem quer se matar não fala; quem fala só quer chamar a atenção Talvez esse mito seja um dos mais replicados. É comum ouvir frases como ?ele não quer se matar, só quer chamar a atenção?; ?quem quer se matar faz escondido, não fica divulgando?; ?se quisesse se matar, já teria feito ao invés de ficar avisando?, etc. Muitas vezes, o suicida transmite sinais verbais e corporais da sua intenção, como uma forma de pedir socorro. Na verdade, ele não está realmente decidido a morrer, apenas não consegue mais lidar com os seus fardos; de alguma forma, é como se ele buscasse na própria morte, uma alternativa à vida. Todos os sinais, todas as falas e todos os detalhes, devem ser vistos com seriedade e analisados de perto. Lembre-se: esta pessoa provavelmente está em um momento delicado e de sofrimento, e ela precisa de ajuda! Muitos suicidas comunicam antecipadamente sobre a sua intenção. É necessário estar alerta! 2º mito: O suicídio é um ato impulsivo e acontece em um momento de descontrole Nem sempre. Muitas vezes a pessoa passa por um longo período de decisão e de planejamento, aonde ela realmente cria um plano suicida e elabora as melhores diretrizes para o ato, ou melhor, para a partida a ele. Uma atitude frequente de planejamento (e um sinal frequente) é a organização financeira. Muitas pessoas se organizam antecipadamente financeiramente, para não deixar a família com problemas. 3º mito: Quando uma pessoa sobrevive a uma tentativa ou apresenta uma melhora considerável, significa que ela está fora de perigo Nem sempre. Muitos suicidas partem para o ato, após apresentarem uma melhora durante o tratamento. Durante o internamento ou após a alta, são momentos em que existe um grande risco, também. É necessário estar atento às melhoras repentinas. São comuns em relatos de familiares, após o suicídio, falas do tipo: ?nossa, mas ele estava tão bem?; ?fazia anos que eu não via ele tão bem?; ?ele estava feliz, contente, leve, como eu não o via há tempos?. Portanto, mesmo depois de uma internação ou durante o tratamento, é necessário permanecer alerta! 4º mito: Falar sobre suicídio transmite a ideação suicida aos outros É justamente o oposto. Comportamentos suicidas não são causados pela fala no assunto. Com o silêncio, o suicídio aumenta, porque enquanto ele não é vocalizado, ele não pode ser combatido. Nós só conseguimos combater algo que já identificamos. Não há como lutar com um inimigo oculto, com o nada, precisamos identificá-lo e falar sobre ele, para então, agir. Por causa de uma visão estigmatizada, muitos suicidas não se sentem à vontade para conversar sobre isso, o que pode ser um agravador do problema. A fala muitas vezes, através de outro olhar, de outro ângulo, pode trazer opções para a pessoa, ou até então, tempo, para que ela repense e mude de direção e tome outras decisões, que não seja a morte. O que você pode fazer parte ajudar? Amplie o seu olhar e mude a sua atitude! Demonstre interesse pela fala das pessoas. Preste atenção nas pessoas que estão perto de você. Seja afetuoso e tenha empatia. Se disponibilize a ajudar e se preocupe verdadeiramente. Busque informação. Você não precisa entender, mas precisa acolher e respeitar. Leia, estude, entenda. Faça o que estiver ao seu alcance para ajudar, mas não replique ?achismos?, por mais que você tenha boas intenções. Seja munido de conhecimento, e não de opinião pessoal. Você deve ser o apoio e não o gatilho. Não minimize ou tente mensurar o sofrimento alheio. Não compare as suas dores com as dores do outro e nem tente minimizá-las. Em hipótese alguma. Acolha. Sem julgamentos ou ideias pré-concebidas. Tenha um olhar sensível e pratique a empatia. Foque no outro, e não em você. Deixe a sua frustração de lado. Se você estiver perto de alguém com ideações suicidas, fique atento às suas manifestações e seus pedidos de ajuda! O outro também é responsabilidade sua! Se você for alguém com ideação ou com um plano suicida, peça ajuda! Você não precisa ser forte o tempo todo! Se o seu fardo está muito pesado, alguém pode ajudar a carregá-lo! Existem outras direções que podem ser tomadas! Acredita em mim! Ainda há muita vida esperando por você! Eu e outras pessoas podemos lhe ajudar! Você também pode entrar em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), através do telefone: 141 ou pelo site.    Saiba mais sobre psicologia em curitiba

Quando o espelho machuca ? e porque muitos lucram com a sua baixa autoestima
Artigo produzido por Psicóloga Jóice Bruxel: Quando o espelho machuca ? e porque muitos lucram com a sua baixa autoestimaVocê está muito magra, deveria engordar um pouco, seu rosto parece uma caveira, parece estar doente. Você está doente? Quem gosta de osso é cachorro?. - "Você é tão bonita de rosto, por que não emagrece? Tem que se cuidar, fechar a boca. Só não emagrece quem tem preguiça e não quer. Já pensou em fazer bariátrica? Ou tomar óleo de coco? Tenho uma amiga que perdeu 10 kg em uma semana comendo normal e tomando óleo de coco, guria! Juro.?. - "Por que você está tão forte? É muita bomba, né? Malha as pernas também, você está parecendo um funil." - ?Você é tão magro que parece um frango. Acho que você deveria puxar um ferro de vez em quando.? - "Nossa, você quase não tem peito. Por que não coloca silicone? Hoje em dia, ?quase todo mundo tem?. Nenhum decote fica bom se você não tem peito?. - "Você é muito peituda! Imagina quando você tiver filhos... Já pensou em fazer redução das mamas? Dá problema na coluna, hein... E fica vulgar usar qualquer decote, chama muito a atenção?. - "Por que você não corta um pouco o seu cabelo? Cabelo até a cintura não está mais na moda, tem que cortar um pouco. Porque sim?. - "Por que você não deixa o seu cabelo crescer? Fica mais feminino, você está parecendo um homem?. - "Acho que você envelheceu um pouco depois de escurecer o cabelo. Cabelo escuro envelhece, sabia?". - "Ahhhh, mas cabelo loiro platinado tem que cuidar muito, se eu fosse você, deixaria a cor natural, que é bem mais bonita. Aliás, o seu cabelo está estranho, já viu que ele está cinza? Parece o cabelo da minha vó...?. - ?Mulher, o teu cabelo é muito volumoso, já pensou em fazer uma progressiva? Acho que combina mais contigo?. - ?Teu cabelo é liso natural, né? Você não enjoa dele assim, tão ?escorrido?? Joga ele pro lado, ou passa um xampu a seco pra dar um volumão, sabe? Repartido ao meio eu acho muito anos 90. Mais volumoso fica mais mulherão. Combina mais com você?. P.S.: Todas as falas acima são verdadeiras. Algumas foram direcionadas a mim, e outras, a pessoas próximas e de meu convívio pessoal. E você? Em qual dessas posições você se reconhece? Em qual delas você se encaixa? Qual dessas falas você já replicou ou já ouviu? Você se sente pressionado para ?chegar lá? e alcançar um padrão de beleza totalmente irreal e equivocado ou você se sente bem na sua própria pele? Sempre foi assim? Como foi a sua trajetória e o decorrer do caminho, até aqui? Como você  se sente na frente do espelho, hoje? Sobre o padrão irreal da beleza - um modo silencioso de destruição em massa Os padrões de beleza foram construídos, reforçados e modificados, e provavelmente continuarão sendo, mesmo que nós não estejamos mais aqui para comprovar tal fato e tais mudanças. O padrão de beleza estipulado e tão almejado atinge uma parcela mínima da população, ou praticamente ninguém. Porque mesmo as mulheres (e homens) que nós consideramos ideais ou superestimamos, na verdade, vendem uma imagem de perfeição. Uma imagem criada, manipulada, ?photoshopada?, maquiada, modificada, forjada. De perto, no dia a dia, nu e cru, ninguém é perfeito. Mas sim, o ideal de perfeição precisa ser criado, e mais ainda, ele precisa ser inalcançável, inatingível. Porque enquanto você estiver no processo, buscando, se sentindo feio, se inferiorizando, a indústria permanecerá lucrando. A indústria precisa fazer você se sentir um lixo, pra te vender a ?solução?. Um novo procedimento cirúrgico, uma nova dieta com pílulas mágicas que ?derretem a gordura?, cremes e procedimentos estéticos caríssimos, medicamentos que deixam os seus cabelos e as suas unhas mais bonitas, novas tinturas e técnicas capilares, etc. O problema não é ser adepto aos procedimentos, devemos nos cuidar e nos sentir bonitos (e acima de tudo, ser saudáveis) ? o problema, a meu ver, reside em nos tornarmos refém deles. Quando você se torna refém, você deixa de ser quem você é, para se tornar uma ilusão do que você jamais será. A destruição, nesse caso, é a da autoestima. Do olhar amoroso consigo mesmo. Do reconhecimento das próprias qualidades. É como estivesse estabelecido  de uma forma implícita, que você só será bonito quando chegar a um lugar que você fantasiou. Mas esse lugar, na verdade, não existe. Porque você sempre vai querer mais. Você pode ter crises de choro na hora de sair de casa ou achar que nenhuma roupa fica bem em você. Você pode se odiar, pode ter ter vontade de cavar um buraco, se enfiar dentro, e permanecer ali por horas. Pode olhar pra uma pessoa e desejar ter o cabelo igual ao dela, mas não fazer ideia de que tudo o que ela gostaria de ter são olhos iguais aos seus. Sendo um pouco mais drástica, você pode se punir, se sentir um fracasso, ser abusivo (a) consigo mesmo (a). Pode querer fugir, se esconder, pelo simples fato de não se sentir bem na própria pele, ou não se reconhecer em seu próprio corpo. Aliás, você consegue perceber como as coisas já passaram do limite? Nós já aceitamos isso como "normal", afinal, que mulher nunca teve uma crise existencial por causa da insatisfação da aparência, na hora de sair de casa? Eu já, diversas vezes. Mas não, não é normal e não está certo. Só porque muitas pessoas replicam esse tipo de comportamento, não significa que esteja certo. Nunca será certo (e nem normal) odiar ou menosprezar a si mesmo. Em nenhuma circunstância. Enfim, existem muitas variáveis do que pode acontecer. Assim como você também pode despertar e decidir se amar e se aceitar, do seu jeito, da sua forma, com o seu corpo. E isso não significa que você não pode querer mudar o que lhe gera insatisfação, mas o processo de mudança precisa ser um processo de amor consigo e por si mesmo, e não de ódio. Muitas vezes o percurso é mais importante do que o próprio resultado.  Em um mundo que tenta te colocar pra baixo, gostar de si mesmo é um ato de revolução! Conheço muitas mulheres, e conheci muitas ao longo da minha vida, e nunca ouvi uma mulher dizer que está totalmente satisfeita consigo mesma, ou melhor, com a sua aparência. Conheci mulheres lindas, de baixa autoestima, que detestavam a sua aparência; assim como conheci outras nem tão bonitas assim, que se sentiam muito seguras e tinham a autoestima quase nas nuvens. P.S.: Estou falando sobre mulheres pelo simples fato de ser mulher, com os homens não é diferente, apesar de geralmente lidarem de uma forma menos ?neurótica? com a aparência. É claro que existem os homens metrossexuais e super vaidosos, mas a diferença na quantidade de produtos cosméticos e de procedimentos estéticos, ainda é grande, de um modo geral. Mas o que eu quero dizer com isso é: a autoestima, relacionada à nossa aparência, não tem nada a ver com o que os outros enxergam ou pensam de nós, tem a ver com o que nós vemos e como nos enxergamos e nos posicionamos, frente a nós mesmos, e perante o mundo que nos rodeia. Em outras palavras, uma pessoa considerada "muito bonita", por exemplo, pela maioria das pessoas, não necessariamente terá a autoestima alta. O que vai definir é a forma como ela mesma se vê. Da forma que ela se vê. Porque ela pode não conseguir enxergar a própria beleza, por mais que os outros a vejam. Então, a partir do momento em que nós reconhecemos quem somos, como somos, e conseguimos ver em nós qualidades, pontos positivos, e beleza, nos tornamos menos manipuláveis. Da mídia, das opiniões alheias, do externo, em geral. Se você está bem consigo mesmo, as coisas externas deixam de ter tanto impacto. Ser consciente do mundo que nos cerca, da indústria, da mídia, da moda, bem como das suas intenções, nos permite entender que a realidade do ?esteticamente ideal? em que vivemos, de real não tem nada. Você quer fazer diferente e ser verdadeiramente, um (a) revolucionário (a)? Comece por você mesmo. Pela imagem que você reflete e vê refletida no espelho. Na mudança do seu olhar e no julgamento sobre si mesmo. Você é bonito(a)! Aceite! Não importa quem você é, como você é, ou como você gostaria de ser. Você não precisa brilhar. Esqueça o SE (se eu emagrecesse, se eu engordasse, se eu fosse mais alto, se eu fosse mais baixo, se eu não fosse calvo, se eu isso, se eu aquilo), eles não representam como você é (ou como você está) hoje. Aliás, como você reage a um elogio? Aceite! Pare de se colocar tão pra baixo! Você é bonito (a), admirável, charmoso (a), hoje! Não coloque metas para se sentir bem! Decida se sentir bem agora! Você pode ter metas sim, mas de uma forma sadia. Se você conseguir se olhar com amor ao invés de se culpar, se punir e se menosprezar, o caminho percorrido será muito mais leve e prazeroso. Eu sei que não é fácil, eu também tenho as minhas crises, mas hoje consigo reconhecer as minhas qualidades a e a minha beleza, independente dos meus defeitos ou do que eu ainda posso melhorar. Hoje eu consigo aceitar que eu jamais serei perfeita, mesmo que de vez em quando, essa convicção ainda me frustre um pouco. Mas acredite em mim ? eu já lutei por um padrão inalcançável e eu só me machuquei por não conseguir chegar lá. Amor próprio vale mais a pena, é mais recompensador, e é real.  No final das contas, tudo tem a ver com quem você é. Se você estiver bem consigo, mesmo que você não seja o Brad Pitt ou a Angelina Jolie, a sua imagem refletirá a sua beleza. Vai dizer que você nunca conheceu uma pessoa que considerou lindo (a) e por sua personalidade feia, deixou de achá-la bonita? Ou então conheceu uma pessoa que você considerava feia, mas por ser gente boa, querida, amável, passou a achá-la bonita e encantadora? A nossa imagem é muito mais do que atributos físicos. CONCLUSÃO O padrão de beleza tão pregado e reforçado foi construído e alimentado para que você seja infinitamente insatisfeito consigo mesmo. A indústria lucra com a sua insegurança e sua baixa autoestima. Não seja mais refém! Desperte e ame-se! Você é belo (a)!Saiba mais sobre psicólogos em curitiba

Pais superprotetores criam filhos inseguros ? Entenda as consequências!
Texto escrito pela Psicóloga Jóice Bruxel: Pais superprotetores criam filhos inseguros ? Entenda as consequências!Afinal de contas, o que é superproteção? Não podemos confundir proteção com superproteção. A proteção é saudável e vital aos filhos, enquanto a superproteção é algo danoso, pois superproteger é ir além da satisfação das necessidades e cuidados necessários. Cuidados excessivos, se não dosados e equilibrados, podem virar uma síndrome obsessiva, o que pode afetar o relacionamento e o sistema familiar. Desta forma, superproteger é viver pelo filho. É impossibilitar o seu próprio desenvolvimento, falar por ele, decidir por ele, solucionar os seus problemas. É anular a sua autonomia, e de certa forma, aprisioná-lo em suas próprias escolhas, decisões e frustrações. Podemos definir a superproteção como um movimento contrário à educação para a independência e liberdade. A superproteção é uma privação da tentativa de acerto e também de erro. Assim como também, uma privação do crescimento, das escolhas e do desenvolvimento. Obviamente, pais superprotetores estão cheios de boas intenções, mas superproteger os filhos é uma maneira brutal de paralisá-los. Barrar o seu filho constantemente, privá-lo de qualquer frustração, não permitir que ele tente, faça e erre de vez quando, transmite pra ele a mensagem de que ele é incapaz, que não consegue, e que não é bom o suficiente. E isso pode ser extremamente prejudicial, pois pode torná-lo demasiadamente inseguro. Como saber se eu estou superprotegendo o meu filho? Vou dar três exemplos de alguns comportamentos, e se você os replica, considero importante uma avaliação, com cautela, sobre eles. 1) Medo constante de que algo ruim vai acontecer ao seu filho Muitos pais usam frases como: ?o mundo anda tão perigoso?; ?hoje em dia, todo cuidado é pouco?; ?do jeito que as coisas estão, a gente precisa ter precaução?, para justificar uma preocupação e um medo constante e muitas vezes, desproporcional aos fatos. É claro que você precisa cuidar e proteger o seu filho. Você não deve ser negligente, de forma alguma, porém também não pode querer controlar o seu filho, o tempo todo, sufocando-o e impedindo-o de crescer e de se desenvolver. Isso é obsessão. Exemplo: Lucas* tem onze anos e sua turma irá fazer uma excursão de estudos para um museu em uma cidade vizinha. Os professores irão acompanhar os estudantes. Todos os seus colegas já confirmaram presença, e Lucas quer muito ir, porém seus pais o proíbem, pois consideram muito perigoso, e tem medo de que algo aconteça a ele. Lucas insiste, pois a prova será sobre a experiência no Museu e valerá nota, mas os pais não mudam de ideia, e Lucas, será o único a ter que ficar em casa. Lucas nunca pôde ir a nenhuma excursão da escola, nem tampouco em aniversários ou na casa dos amigos. Neste caso, os pais, por querer controlá-lo e por medo, acabam prejudicando Lucas de várias formas, pois além de ser prejudicado na escola, ele acaba sendo excluído, o que afeta e muito a sua vida, o seu desenvolvimento pessoal e as suas relações. 2) Tratar o seu filho de uma forma que não corresponde com a sua idade Quando o seu filho é um bebê, ele necessita totalmente de seus cuidados para sobreviver. Ou seja, ele não tem autonomia, ele é uma extensão de você. É você que alimenta, dá banho e cuida das suas necessidades básicas. Conforme ele vai crescendo, ele vai se desvinculando de você e vai se reconhecendo e aprendendo a se colocar e a se impor como indivíduo no mundo. É natural, que conforme os anos passem, ele obtenha, gradativamente, autonomia. Autonomia para escolher, decidir e se responsabilizar. Na superproteção, esse desenvolvimento da autonomia não acontece. É comum ver pais que infantilizam os filhos, e isso pode ser visto em situações como: Modo de falar ? Muitas vezes os pais falam de maneira infantilizada, ou seja, falam com o filho como se ele ainda fosse um bebê. Fazem vozinhas de criança ou usam palavras erradas, propositalmente. Exemplo: ?Amozi da mamãe, vem ati com a mamãe? ? que significa: ?Amor da mamãe, vem aqui com a mamãe?. Ações - Os pais não permitem que o filho execute determinadas tarefas sozinho, sendo que ele já tem idade e aptidão suficiente para resolvê-las. Exemplo: João* tem quinze anos e sua mãe o leva para a escola, todos os dias. Ele já tem idade suficiente para atravessar a rua e ir para a sala de aula sozinho, mas a sua mãe insiste em acompanhá-lo até a porta da sua sala, pois é demasiadamente preocupada com a sua segurança. 3) Medo excessivo de que o seu filho se machuque brincando As crianças precisam brincar. Muitas vezes, inclusive, é através da brincadeira, que elas se relacionam com o mundo. Porém, em algum momento, elas irão se machucar. E isso é completamente normal. Um arranhão daqui, um joelho roxo dali, são coisas absolutamente esperáveis de uma criança. E isso não é o fim do mundo! É claro que os pais precisam estar atentos e devem estipular locais, horários e espaços para a brincadeira das crianças, e dependendo da idade, é muito importante que tudo isso seja feito com a vistoria de um adulto, porém não dá pra exagerar nas medidas preventivas e nos cuidados exagerados. Não dá pra isolar a criança em uma bolha, é saudável que ela tenha contato com outras crianças e também com outros espaços e objetos. Você quer um exemplo disso? Eu! Quando eu era criança, eu vivia com os meus joelhos roxos. Eu caía de roller, de bicicleta e às vezes, caia por nada! Eu gostava de me aventurar, de correr e de explorar. Tenho cicatrizes até hoje em meus joelhos que me rendem boas memórias e adivinhem: eu ainda estou aqui!  Crianças são cientistas ? Permita-as explorar e questionar!  Além do amor incondicional dos pais, do carinho e atenção, as crianças necessitam de critérios claros e consequências para os seus atos. As crianças precisam de limites. Eles influenciam na tomada de decisões, e delimitam o que é direito delas, e o que é direito dos outros. Eles estabelecem uma barreira, do que pode e do que não deve ser feito. As crianças precisam, gradativamente, ter a liberdade de fazer as coisas por si mesmas, de resolver os seus próprios problemas e arcar com as consequências de seus próprios atos. Isso fará com que elas cresçam mais seguras e desenvolvam a capacidade de aprender a partir de suas próprias vivências, inclusive com os seus próprios erros. Se os pais não permitem que a criança se responsabilize por seus próprios atos e tenha a liberdade de agir e errar, ou seja, se eles sempre resolvem os seus problemas ou acabam interferindo para que a criança não sofra a consequência de seus próprios atos, na verdade, eles não estão ajudando. Ao contrário, estão atrapalhando e atrasando o seu desenvolvimento e amadurecimento. Vou dar um exemplo: Chanel* não gosta de fazer os deveres de casa, e para que ela não seja punida na escola, a mãe acaba fazendo os seus deveres. Neste caso, a mãe não está permitindo que a filha arque com as consequências de seus atos para que ela não sofra nenhum dano e não tenha nenhuma punição. A mãe de Chanel não está a ajudando. Pode ser que esteja ajudando se analisarmos as tarefas como algo  isolado, mas não no que se refere ao contexto, em si. O que a mãe está fazendo, nada mais é do que reforçar a irresponsabilidade da filha, o que em longo prazo, pode ter consequências desastrosas. Crianças precisam aprender a ser responsáveis e também a lidar com a frustração de precisar fazer o que não gostam. Elas não devem (e não podem) fazer só o que gostam ou só o que querem, simplesmente porque são crianças. Crianças sem limites são adultos sem limites. Não despeje as suas frustrações no seu filho ? Permita que ele seja imperfeito! Seu filho não é o melhor. Ele não é o mais bonito, o mais inteligente e nem o mais talentoso. Ele provavelmente não é um gênio, e muito menos, um filho perfeito. E por mais que você o veja desta forma, o mundo não o verá com olhos tão amorosos e admirados quanto os seus ? e ao invés de bajulá-lo, você precisa amá-lo e ensiná-lo a lidar com isso, a trabalhar, aceitar e conseguir enxergar os seus pontos fracos, assim como também a impulsionar os seus pontos fortes. Nem sempre ele será o destaque, e por mais que você faça tudo o que estiver ao seu alcance, por mais que você o eduque e lhe dê amor e amparo, ele vai errar. Ele vai falhar e vai te desapontar. E você precisa aprender a lidar com isso. Você não pode se sentir culpado pelas falhas e fracassos do seu filho. Não deve se punir mentalmente e nem se culpar quando o seu filho erra. O erro faz parte do processo, do aprendizado e desenvolvimento. Os erros deles não seu seus. A falha não é sua. Permita que ele se responsabilize! Eu tenho certeza, que ao longo da sua vida, você aprendeu muito com os seus erros, certo? Inclusive talvez mais do que com os próprios acertos. Permita que o seu filho também erre e aprenda com as suas próprias escolhas. Permita que ele mesmo trace o seu caminho! Ande ao lado dele, mas não na frente. Permita que ele escolha o seu caminho. Estenda a sua mão, mas com a suavidade do amparo e não com a brutalidade de anulação do poder de escolha de sua própria trajetória. Dar tudo o que você não teve para o seu filho, pode ser severamente danoso!   Quantas vezes você já ouviu algum pai dizendo que quer dar tudo o que ele não teve, para o seu filho? Eu muitas. Obviamente está explícito na fala de pais que replicam esta frase, vários tipos de falta. E por terem uma falta, querem compensar com a presença (física, financeira, etc) na vida do filho. Porém se não dosada, essa presença pode ser ?esmagadora?. A superproteção entra aí, muitas vezes, como uma forma de suprir essa falta. E é aí que reside o problema. Pais superprotetores são pais controladores. Superproteção é um excesso de proteção. E o excesso sufoca. Filhos de pais superprotetores frequentemente se tornam inseguros, inquietos ou introspectivos demais, medrosos, com dificuldade de socialização, revoltados ou agressivos. É fundamental dar suporte, apoio, carinho e condições favoráveis para o seu filho, porém controlar ele demais, invadir o seu espaço e tomar decisões por ele, além de causar danos diretos, muitas vezes, o distancia da família (física ou emocionalmente). Tudo isso pode ser evitado com uma proteção cuidadosa, mas equilibrada. Sem o peso de você ter que dar tudo o que não teve, porque talvez as necessidades dele sejam outras. Sem o peso de ele ser o que você não conseguiu ser, ou chegar ao lugar aonde você não chegou. Sem culpa. Sem controle exagerado. Sem obsessão. *P.S.: Seu filho não é uma extensão de você e ele não precisa realizar os seus sonhos ou os seus desejos.   *P.S. 2: Todos os nomes e exemplos dados são fictícios.  Saiba mais sobre terapias curitiba

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